terça-feira, 20 de novembro de 2007

Depoimento do candidato da Alternativa para a Ordem dos Médicos

A IVG, os médicos e o seu Código Deontológico

Recentemente, e sem que nada de novo o tenha justificado, o Senhor Ministro da Saúde veio a terreiro dar uma oportunidade final ao Colega ainda Bastonário, Dr. Pedro Nunes, para, em plena campanha eleitoral, lhe garantir uns minutos de derradeira glória televisiva.
Uma prenda que de certeza terá as suas contrapartidas e não passará em claro aos olhos dos médicos.
Mais uma manifestação da certeza de que ao actual ministro convém esta paz adormecida em que a Saúde vive, enquanto se degradam os serviços e as pessoas se fartam de filas de espera e da perda de qualidade dos serviços prestados – e isso, sim, é que se deve debater.

Quanto à substância da questão, julgo necessário acentuar aquilo que tenho dito e redito pelo País, nesta campanha, nas visitas a Hospitais e nos debates e depoimentos que já me foram solicitados.

E faço-o em cinco singelos pontos, já que a matéria é suficientemente clara:

1.
O Código Deontológico necessita de uma revisão, visto estar desactualizado em geral e naturalmente também na questão concreta da IVG.

2.
Com a minha eleição, a revisão do código será feita de forma serena e participada pelos médicos e com a clara intervenção da Comissão Nacional de Ética da OM.

3.
A actual direcção da OM e seu bastonário são responsáveis por não terem sido discutidas, no seio da OM, as questões éticas da IVG, quando a sociedade, a Assembleia da República e o Governo o fizeram. Nessa altura, a direcção da OM ficou parada e, como tal, não fez a profilaxia da intervenção de entidades terceiras.

4.
Mesmo tendo em conta a responsabilidade do actual bastonário na omissão da acção, não é tolerável a intervenção de qualquer entidade externa, seja o Ministro da Saúde ou outro.

5.
O Actual bastonário está a fazer aproveitamento eleitoral quando diz que não altera formalmente o código. Contudo, altera-o na prática, quando declara que nenhum médico será punido por praticar a IVG de acordo com a lei da República.

Carlos da Silva Santos, Prof. Doutor,
Candidato da Alternativa para a Ordem dos Médicos

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Mais apoios no Centro e Norte

Os apoios à candidatura do Prof. Dr. Carlos da Silva Santos somam-se. Do Norte, o apoio forte do mandatário, Dr. António dos Santos Graça,
- cujo currículo pode ler aqui;
- bem como pode ler aqui a declaração de apoio do Dr. Santos Graça ao Candidato da Alternativa.
Do Centro, o apoio do mandatário, Dr. Dias Martinho, cujo currículo está disponível on line aqui.

domingo, 18 de novembro de 2007

Mais uma entrevista do Dr. Jaime Mendes ao «Tempo Medicina» que vale a pena ler


O Dr. Jaime Mendes vê com muita clareza o que deve acontecer na OM. E não hesita em pôr os pontos nos is. Tal como expressa com todo o rigir as suas opiniões sobre temas candentes dos dias de hoje na Medicina em Portugal. Uma entrevista que devemos ler.
Eis um pequeníssimo extracto:
«TM» — Se for eleito presidente do CRS e Carlos Silva Santos ganhar as eleições para bastonário têm a dificuldade de nas regiões Norte e Centro não possuírem listas próximas das vossas ideias. O que espera num cenário destes?
JM — Trabalho em conjunto. Desde que as pessoas respeitem as regras, não é preciso haver unanimidade.
«TM» — Mas não é isso que se tem visto na Ordem nos últimos anos...
JM — É verdade, e isso é o que queremos mudar. (...).

Agenda até às eleições

Visitas e debates

Novembro

dia 20
Hospital Garcia de Orta (Prof. Dr. Carlos da Silva Santos e Dr. João Proença)

dia 20
Dr. Jaime Teixeira Mendes: Beja (Hospital e CS) e Santiago do Cacém

dia 21
Hospital de Santa Maria (Candidato com Dr. Álvaro Almeida)

dia 22
- manhã: Hospitais de Portalegre e Elvas
- 21 h: Debate em Santarém (no IPJ)

dias 26
Porto: 9 h - Hosp. Sº António; 12 h - Hosp. Gaia; 15.30 h - Hospital da Prelada

dia 27

Norte (Programa local que inclui os Hospitais de Guimarães (9 h), Braga (11.30 h) e Viana do Castelo (14 h)

dia 27
Debate em Leiria (Candidato é representado pelo mandatário da Região Centro)

dia 28
- Às 10.30: Hospital Júlio de Matos

dia 29
Hospital de Évora e Centro de Saúde local

Dezembro

dias 3 e 4
Coimbra - Hospital dos Covões, Hospital da Figueira da Foz e outros
(dia 4, às 18.30: debate na Sala dos Actos, Fac. C. Médicas, organizado pela Ass. Antigos Alunos de Medicina)

dia 5
IPO (Prof. Silva Santos e Dr. Jaime Teixeira Mendes)

dia 6
Hospital Prof. Fernando da Fonseca / Amadora-Sintra

dia 7
Porto (S. João e provavelmente outros)

dias 8 e 9
Périplo pelas Urgências de Lisboa

dia 10
Hospital de Santa Maria

dia 11
Hospital de S. José

sábado, 17 de novembro de 2007

Uma ajuda aos privados, diz o Dr. Jaime Teixeira Mendes


O Dr. Jaime Mendes escreveu há uns dias um depoimento fundamental. O texto foi publicado no «Tempo Medicina». A determinado passo diz assim: «O negócio da saúde passou a interessar os grandes grupos financeiros, bancos e companhias de seguros. Os cuidados diferenciados de saúde são caros e a maioria dos portugueses não está coberta pelos seguros privados. Neste contexto, tudo se conjuga para que seja dada aos privados uma «ajuda»: praticando convenções com o Estado (ADSE, …) e criando a oferta de uma mão-de-obra barata de profissionais de saúde. Assim, de uma assentada procede-se à destruição das carreiras médicas e dos contratos colectivos de trabalho, reduzindo os quadros dos hospitais públicos e estimulando a saída de especialistas.»
Leia mais aqui.

Entrevista muito importante do Prof. Silva Santos ao «Tempo Medicina»

É uma entrevista com muitos pontos de interesse. Sobre a polémica das denúncias que um dos outros candidatos fez contra o terceiro, sobre o pluralismo na OM, sobre a forma como está a decorrer a campanha e os boicotes que já denunciou.
O Prof. afirma também que «estamos a contar ir à segunda volta. E esta convicção resulta não só do nosso desempenho, mas também do demérito dos meus opositores. Se não formos à segunda volta, convocaremos um grande plenário dos meus apoiantes para decidirmos a quem vamos dar o apoio, mas só depois da primeira volta. Não vou decidir sozinho, vamos apreciar não só os programas como as condições de desempenho futuro, porque eu defendo pluralismo na Ordem e isso só o dr. Miguel Leão é que assegura; o dr. Pedro Nunes agora já começa a falar disso, mas nunca praticou a ideia de criar condições para as várias sensibilidades trabalharem dentro da Ordem. Depois, também dependerá dos outros candidatos, que com certeza quererão falar comigo.»
E muito mais temas. Vale a pena ler esta entrevista de fio a pavio...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A candidatura alternativa veio perturbar a paz do sitema. Felizmente!

«Creio que agora está claro para muitos médicos que, com esta Candidatura Alternativa, rompemos com o ciclo fechado das candidaturas do sistema e fizemos vingar o princípio de que as candidaturas a bastonário não têm que estar amarradas a candidaturas de uma só sensibilidade coincidente com o pensar do candidato. »
Assim começa um depoimento do Prof. Silva Santos que pode ler aqui.